domingo, 31 de dezembro de 2017

Feliz Ano Novo!!!



Mais um ano se finda e, com ele, novos planos cercam nossos objetivos. 
Ainda bem! 
Que o novo ano traga planos que possam ser mais que sonhos, que possam de fato se concretizar!


São os votos do Presidente da ALB/Suíça, Dr. Carlos Venttura, a todos os acadêmicos e amigos.




Deixo com vocês uma crônica do escritor carioca Marques Rebelo que, com lirismo, transmite uma bela mensagem sobre nossas expectativas para o novo ano.

Rio de Janeiro, Sexta-feira, 02 de janeiro de 1953.

Ano novo

Com as suas árvores de Natal vergando devido ao peso de enfeites, velas e brinquedos, com seus presépios, suas rabanadas, suas castanhas, nozes e confeitos, com os seus sapatos pequeninos à espera do barbudo Papai Noel, dezembro nos traz um encanto secreto de evocação, misturando com a certeza, entre amarga e melancólica, de que estamos ficando cada vez mais distantes, da quadra, sempre e sempre lembrada das travessuras.
Janeiro é diferente –  nos traz, como um tônico vital e imprescindível, o gosto pela ilusão.
Sempre que chega um novo janeiro com as suas manhãs mornas, com o seu sol inclemente, com os seus grandes dias azuis, e as suas noites de estrelas, a alma da gente toma um jeito de botão inocente e se abre como uma flor às mais risonhas perspectivas.
Com tranquila e segura confiança passa-se uma esponja no passado e diz-se – vamos a uma nova vida. Sim, em janeiro a vida tem uma graça de coisa nova! Parece perfeita, fácil aos nossos desejos, deslumbrante, e está aberta à nossa frente.
Vamos a uma vida nova! E assim dizendo fortalece-nos, além de tudo, a convicção de que a experiência dos anos já vencidos nos tornará mais lúcidos e mais hábeis, não nos deixará errar tanto...
Vamos a uma nova vida! Que de glória, fortuna, fama e amor vemos cheios os meses que virão. Fadas boas estão à nossa espera com as varinhas prontas para os toques mágicos. E toca-se a roda da imaginação acelerada, em planos e mais planos. Modestos são os de uns, grandiosos os de outros, prosaicos os de maioria, mas todos impregnados da mesma cor otimista.
Vamos ser isto! Vamos fazer aquilo! Vamos vencer, gozar, amar - tais são as malhas do frágil tecido. Frágil demais!
Nada, ou quase nada, acontece de tudo o que se sonhou. Mas que importa! Que importa! Poderia acontecer. Acontecerá, talvez, um dia. Por que não? A imaginação é eterna, incansável, paciente fiandeira - espera por um outro janeiro em que novamente tecerá seu filó de esperança. Fiandeira só, não. Elixir também, Elixir da nossa vida de tão poucos janeiros.

In: Jornal Última Hora,Rio de Janeiro, 02 de janeiro de 1953.


sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

ALB- Academia de Letras do Brasil/Suíça: Mensagem de Boas Festas do Presidente da ALB/Suíça...

ALB- Academia de Letras do Brasil/Suiça: Mensagem de Boas Festas do Presidente da ALB/Suíça...: Encerramento das atividades do ano de 2017 da ALB-Suíça/Berna Mensagem do Presidente! "Encerrando mais um ano de atividades...

Mensagem de Boas Festas do Presidente da ALB/Suíça



Encerramento das atividades do ano de 2017 da ALB-Suíça/Berna
Mensagem do Presidente!




"Encerrando mais um ano de atividades e vitórias desde a sua fundação, a nossa ALB-Suíça renova seu compromisso de ter as artes, a cultura e a literatura como seus princípios de trabalho e como ferramenta de transformação do ser."


Dito isso, estamos encerrando mais um exercício com muito a comemorar, pois neste um ano consolidamos projetos, reiteramos e fechamos novas parcerias, a fim de manter nossos princípios vivos e em atividade.
Quero destacar aqui a nossa plena parceria e união de forças com a ALBSC e demais entidades que compõem o panteão de entidades e projetos que estão figurados com seus brasões e estandartes em nosso site, os quais temos protocolos de intenções e cooperação assinados, no sentido de promover, por meio de tais protocolos, ações afirmativas de preservação e expansão do movimento de academias no Brasil e Exterior, bem como a difusão da nossa literatura, seus expoentes, nossas artes, cultura e seus principais atores pelo mundo.
Todavia, não podemos pensar em ganhar o mundo sem que o nosso lugar de origem possa estar preparado para tal, não podemos pensar em expansão sem que trabalhemos arduamente para que nossas cidades de origem tenham consciência de que valorizar suas riquezas artísticas e culturais é investir num todo, pois seguindo esta corrente estamos trabalhando a Juventude, gerando economia por meio da economia criativa e proporcionando uma interação transversal entre cultura, artes e educação, formando as novas gerações interdisciplinarmente de forma ampla e irrestrita, dando-lhes ferramentas necessárias para uma cultura da paz, em que o conhecimento esteja aliado a ações positivistas e humanistas.
Sabemos por experiencia que não é uma ação fácil, pois isso envolve não só as Academias e entidades ligadas às artes e à cultura, mas também um diálogo amplo com toda a sociedade, governos (em todas as esferas), empresariado, setores ligados à educação, para que consolidemos um pacto tendo como meta uma educação inclusiva, voltada à transformação das nossas cidades e do nosso país, consolidada no conhecimento em parceria com as artes como ferramentas humanista capazes de proporcionar estado de bem-estar e uma melhoria significativa na vida de todos nós.
Seria isso impossível, utópico?
Eu respondo que utópico é pensar que isso é impossível! 
Nós, como entidade, precisamos discutir e dialogar com a sociedade e dela ser caixa de ressonância para que possamos ter, em nossas cidades, políticas e ferramentas legais para que o exercício das artes e literatura, pela ação de seus protagonistas, possa ser mediado e discutido pelos seus artífices, sociedades e governo por conselhos e fundo de cultura de cultura e outras instâncias.
Creio que dando este passo estaremos com a proa apontada a vencer os demais obstáculos.
Essa deve ser, pois, uma das nossas lutas e bandeiras para 2018.
Foi pensando nesta meta que resolvemos, através de um amplo debate com nossos membros, diretoria e CAJ-Comissão de Avaliação e Julgamento, na criação e implantação dos NAIs-Núcleos Acadêmicos Internacionais, os quais já estão implantados no Brasil nos estados de Sergipe, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Matogrosso e Piauí.
Esta implantação visa aproximar nossos acadêmicos correspondentes (Quadros de grande valor) que em suas cidades têm trabalhado como ativistas de forma intensa, executando atividades literárias e culturais como ferramenta de educação, transformação e integração.
Estes Núcleos serão os abrigos in loco e posto avançado da ALB-Suíca no Brasil, dando suporte com estrutura administrativa aos nossos membros espalhados em todo o território brasileiro e outros países, trabalhando em parceria e cooperação com entidades de ações literárias e de cultura existentes nestes estados, bem como as esferas de governo.
Portanto, este projeto de implantação dos Núcleos será uma das nossas muitas metas para 2018!

Quero aqui parabenizar e agradecer aos Presidentes de Núcleos pela coragem, força e por abraçarem esta ideia e fazerem dessa ideia realidade.

Aos nossos Acadêmicos e Acadêmicas, Membros Honorários e parceiros, nós da Diretoria desejamos boas festas e um 2018 repleto de realizações!

Paz e luz.



Dr. Carlos Ventura
Presidente da ALB-Suíça
President/ALB for Europe





“...Nosso viver é composto por experiências e cercado de simbologias, independente de credos. Os símbolos estão em toda parte e seus significados podem fazer parte de um todo ou apenas uma parcela do que vivenciamos e sentimos. 
O importante é termos em nosso íntimo a certeza de que desvendar os símbolos só é possível se vivermos o que em nós ele ascende, desperta, emociona, alegra. 
Sem este sentir, os símbolos serão apenas imagens, impressas num cartão de boas festas, criado para cumprir formalidades impostas pela sociedade. Que os símbolos sejam neste período natalino mais do que uma mera formalidade. 
Sejam um norte, um farol, uma força que nos impulsione a rever conceitos, viver bons momentos e compartilhar a caridade...” 



( "Os Símbolos", by Carlos Ventura)



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